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O que significam FOB, CIF, DACTE, SLA e MRO? Entenda os principais termos usados na logística

Descubra o que significam siglas como FOB, CIF, DACTE, SLA e MRO e entenda como os termos usados na logística impactam o transporte e a gestão.

Quem trabalha com transporte de cargas ou precisa contratar fretes já deve ter se deparado com siglas como FOB, CIF ou DACTE. Mas o que esses termos usados na logística realmente significam?

Comuns no dia a dia da logística, essas siglas podem gerar dúvidas em quem não é da área. E entender cada uma delas faz diferença, tanto para negociar melhor fretes quanto para garantir eficiência e segurança nas operações.

O setor logístico no Brasil segue em expansão. Segundo o estudo Brazil Freight And Logistics Market Size & Share Analysis – Growth Trends and Forecast (2025 – 2030), realizado pela Mordor Intelligence, o mercado nacional de frete e logística deve alcançar US$ 140,7 bilhões até 2030. Com um cenário tão promissor, conhecer os conceitos básicos ajuda empresas e profissionais a se destacarem.

A seguir, explicamos, de forma simples, os principais termos e como eles se aplicam na prática.

Termos usados na logística: conheça os principais

FOB e CIF: quem paga o frete?

São siglas fundamentais em qualquer negociação de transporte:

  • FOB (Free on Board) significa que o comprador é responsável pelo frete a partir do momento em que a mercadoria é embarcada. Ou seja, o vendedor entrega o produto até o ponto de embarque, e, dali em diante, o transporte é por conta do cliente.
  • CIF (Cost, Insurance and Freight), por outro lado, indica que o vendedor cobre os custos de transporte e seguro até o destino final.

Em resumo: FOB transfere a responsabilidade para quem compra, enquanto CIF mantém o controle com quem vende.

Ambas vêm dos Incoterms, criados pela Câmara de Comércio Internacional (ICC). Apesar de não se tratar de fretes internos no Brasil, o mercado brasileiro os utilizaz informalmente em negociações nacionais.

DACTE: o documento digital que acompanha a carga

O DACTE (Documento Auxiliar do Conhecimento de Transporte Eletrônico) não é um documento fiscal em si, mas uma representação impressa ou digital do CT-e, que contém as principais informações do transporte para conferência e fiscalização em trânsito.

Ele facilita a conferência de informações em rodovias e pontos de fiscalização. Além disso, garante transparência e rastreabilidade, elementos essenciais na logística moderna.

SLA: o acordo que define qualidade e prazo de entrega

O termo SLA (Service Level Agreement), ou Acordo de Nível de Serviço, é usado para definir metas e responsabilidades entre empresa e cliente.

Na prática, ele especifica prazos de entrega, índices de desempenho e padrões de qualidade que devem ser cumpridos em cada operação logística.

Por exemplo, um SLA pode determinar que 98% das entregas sejam feitas dentro do prazo combinado. Isso ajuda a criar relações mais transparentes e serviços mais confiáveis.

MRO: Manutenção, Reparo e Operação

A sigla MRO vem de Maintenance, Repair and Operations e se refere a todos os processos e insumos necessários para manter equipamentos e operações logísticas funcionando.

Isso inclui desde peças de reposição até materiais de escritório, EPIs e ferramentas de manutenção.

Muitas empresas ainda subestimam o papel estratégico do MRO, mas uma boa gestão dessa área reduz custos, evita paradas e melhora a eficiência operacional.

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Outras siglas logísticas que vale conhecer

Além das mais conhecidas, existem outros termos usados na logística que aparecem com frequência em contratos e sistemas de transporte:

  • NFe (Nota Fiscal Eletrônica): documento digital que registra a operação de venda.
  • CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico): comprova a prestação de serviço de transporte.
  • EDI (Electronic Data Interchange): tecnologia que permite a troca eletrônica de dados entre empresas.
  • TMS (Transportation Management System): sistema de gestão de transporte, usado para otimizar rotas e acompanhar entregas.

Compreender essas siglas é essencial para interpretar relatórios, analisar custos e acompanhar a performance logística de forma mais estratégica.

Conclusão

Entender a linguagem da logística é o primeiro passo para tomar decisões mais assertivas e evitar erros que podem custar tempo e dinheiro.

Na Picorelli Transportes, acreditamos que informação é poder. Por isso, compartilhamos conhecimento que ajuda nossos clientes a mover negócios com mais eficiência e transparência.

Quer continuar aprendendo sobre transporte, sustentabilidade e gestão logística? Acesse o nosso blog e fique por dentro das novidades do setor.