Planejar 2027 exige mais do que estabelecer metas e projetar resultados. Em um cenário de mudanças regulatórias, transformação tecnológica e desafios econômicos, as empresas precisam construir estratégias mais flexíveis, acompanhar indicadores e estar preparadas para ajustar a rota.
Para o setor de transporte e logística, esse movimento é ainda mais importante. Alterações regulatórias, custos operacionais, novas tecnologias e mudanças tributárias impactam diretamente a rotina das empresas e exigem uma gestão cada vez mais preparada para antecipar cenários.
Foi com esse olhar que a Picorelli Transportes revisitou seu Planejamento Estratégico para 2027 no final de agosto, reunindo suas lideranças para avaliar os desafios do próximo ciclo e definir prioridades.
Planejar em um cenário de mudanças
Uma das principais tendências para os próximos anos é a necessidade de tornar o planejamento mais dinâmico. Em vez de estabelecer um plano rígido para todo o ano, as empresas precisam trabalhar com ciclos de acompanhamento mais curtos, indicadores claros e capacidade de adaptação.
No transporte rodoviário de cargas, a própria evolução das exigências regulatórias reforça essa necessidade. Em agosto de 2026, por exemplo, uma nova lei tornou permanentes medidas de fiscalização relacionadas ao piso mínimo do frete e ao Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), conforme informou a Agência Brasil.
Esse cenário exige uma governança cada vez mais próxima das mudanças. Acompanhar novas regras, avaliar seus impactos e preparar processos e equipes antes da entrada em vigor das exigências passa a fazer parte da própria estratégia do negócio.
Reforma Tributária também entra no planejamento
Outro desafio importante para 2027 é a Reforma Tributária.
Segundo a Receita Federal, a partir de 2027 haverá a extinção do PIS e da Cofins, além da entrada da CBS e do Imposto Seletivo. A transição dos tributos estaduais e municipais para o IBS acontecerá gradualmente a partir de 2029.
Isso significa que as empresas precisam começar a preparar sistemas, processos e equipes desde já. Em agosto, o Comitê Gestor do Simples Nacional também publicou novas regras para adequar o regime à Reforma Tributária, com alterações que produzem efeitos a partir de 2027.
Mais do que acompanhar a mudança, o desafio está em entender como ela pode impactar custos, contratos, operações e decisões futuras.
Dados e inteligência artificial nas decisões
A transformação tecnológica é outro ponto que não pode ficar fora do planejamento.
A disseminação da inteligência artificial abre espaço para análises mais rápidas e decisões apoiadas por dados. No entanto, para que essas ferramentas realmente contribuam para os negócios, é necessário ter informações confiáveis, processos organizados e profissionais preparados para interpretar os resultados.
Por isso, tecnologia e capacitação precisam caminhar juntas. A IA pode acelerar decisões, mas a estratégia continua dependendo de pessoas capazes de fazer as perguntas certas e transformar informação em ação.
Eliminar, simplificar, treinar, performar e transformar
Foi justamente a partir dessa visão que a revisão do Planejamento Estratégico da Picorelli foi conduzida.
Eliminar, simplificar, treinar, performar e transformar foram os cinco verbos que orientaram as discussões entre as lideranças.
Eliminar o que não gera valor. Simplificar processos. Treinar pessoas para os novos desafios. Performar com acompanhamento de resultados. E transformar a empresa para continuar evoluindo.
Mais do que prever exatamente como será 2027, o planejamento estratégico precisa preparar a empresa para responder às mudanças que virão.
E, em um cenário cada vez mais dinâmico, essa capacidade de adaptação pode ser tão importante quanto a própria definição das metas.
